sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Quem tem medo de dentista?

Ou seria quem tem medo de gestante??



O atendimento odontológico normalmente já causa certa apreensão na maioria das pessoas. Durante a gestação e lactação essa apreensão é muito maior. São muitos medos relacionados ao que pode ser feito ou não, quais medicações podem ser tomadas ou não, se a gestante/lactante pode tomar anestesia...enfim, uma série de dúvidas, que são pertinentes, e uma quantidade maior ainda de mitos. Vale ressaltar que as inseguranças não são somente das gestantes/lactantes, mas também de muitos profissionais, que na melhor das intenções em não causar um mal à mãe ou ao bebê, muitas vezes evitam de realizar procedimentos em mulheres grávidas ou que amamentam. O melhor para sanar muitas das dúvidas é informação.

Um pré-natal adequado é de suma importância para uma gestação tranquila e segura. Uma parte muito importante deste cuidado é o exame odontológico da gestante. Existem demandas odontológicas específicas das gestantes, geradas em função da série de alterações hormonais, alimentares e psicológicas ocorridas na gravidez. 
Além disso, as demandas odontológicas independentes da gravidez continuam ocorrendo, e é de fundamental importância que o cirurgião-dentista esteja preparado para atender a gestante com segurança e qualidade. Adequações específicas no manejo clínico, terapêutica medicamentosa e na solicitação de exames complementares se fazem necessárias para que se possa definir com clareza quais procedimentos podem ser realizados, qual o melhor momento para realizar, e para aqueles contra-indicados, escolher a melhor alternativa clínica para aquela gestante específica.

Durante a amamentação a preocupação maior torna-se acerca do uso dos medicamentos. Atualmente temos bastante estudos sobre a segurança de medicamentos na amamentação, e uma gama de substâncias seguras para serem usadas nesse período. Na dúvida contamos com manual do Ministério da Saúde para nos orientar de acordo com a necessidade. 

O que não pode e ficar com dor e sem tratamento necessário!


Victor Morais
Cirurgião Dentista
Especialista em Prótese Dentária

domingo, 20 de janeiro de 2019

Como escolher um bom sling?

Comprar um bom sling nem sempre é uma tarefa simples.
Vemos por ai, tanto em lojas como em sites de vendas, carregadores lindos, porém feitos com materiais não tão indicados, de qualidade, tornando-os inseguros e/ou impróprios para uso.
Existem alguns pontos essenciais na compra de um sling de qualidade:

1) ARGOLAS



As argolas precisam ser próprias para sling. Argolas de cortina ou de bolsa não servem para carregar bebê, pois a maioria tem emenda, não foram submetidas a testes de qualidade, não suportam muito peso, podendo ocasionar,  com o uso, o rompimento das mesmas ou o desgaste do tecido, com uma possível queda do bebê.
Hoje temos, para slings, 2 tipos de argolas mais indicados:
Nylon injetado ou Alumínio (importada e nacional), ambas são fabricadas apenas com a finalidade de compor os sling: não tem emendas, não são tóxicas, não quebram, não entortam, oferecendo, desta maneira, segurança para seu bebê. Na Cheiro de Mãe damos preferência às argolas RingSling, importadas, em alumínio anodizado, garantindo segurança e beleza em nossos produtos!

2) TECIDO



O tecido precisa ser resistente, firme e confortável. Beleza não é tudo.
Normalmente são usados tecidos em algodão, pela qualidade, conforto, e por reduzirem os riscos de reações alérgicas. Tecidos planos são os mais versáteis e indicados, pois não cedem com o peso do bebê/criança, garantido uma amarração e suporte firmes durante todo o uso, além de permitirem um limite de peso maior que outros tecidos.
Temos também, para wraps, os tecidos elásticos, que serão interessantes àquelas pessoas que estão iniciando no carregar, e bebês pequenos, uma vez que o limite de peso desse tipo de tecido é menor (por volta de 10-12 kg). Eles costumam ser bem fáceis de ajustar, e permitem que se use de forma pré amarrada.
Outro ponto super importante de se observar nos tecidos, é que não sejam finos demais, de forma que suas beiradas se tornem cortantes com os ajuste e a tensão, o que pode acabar desconfortável e machucando os pequenos.
O tecido não pode ter emendas, pois também comprometem a segurança do produto.

3) COSTURA

No sling de argolas precisa ser reforçada, para dar uma melhor sustentação e oferecer melhor conforto e segurança ao bebê e a quem o carrega.
No wrap, o tecido precisa ser inteiro, não sendo permitidas emendas, que podem se soltar e causar acidentes.
Tecidos semi elásticos ou aqueles que se deformam (não retornam a formação inicial) não são tão legais, pois não garantem um suporte e apoio adequados.

Esses são os principais pontos ao comprar um sling. O ideal é que se tenha oportunidade de tocar, experimentar, ver de perto cada modelo e tecido para que assim possa escolher aquele que mais se encaixe as suas necessidades,  e que sua escolha seja feita com segurança e certeza de qualidade e boa procedência. Afinal é o maior tesouro que será carregado ali, por isso, segurança é essencial nesse produto!


Benefícios do uso dos slings




Vocês sabem porque insistimos tanto que amarrar esses panos nos bebês é muito legal? Porque além de ser muito delicioso ter os pequenos ali, juntinho da gente,  carregá-los junto ao corpo traz inúmeros benefícios! Vejam alguns:


Para você:
  • O sling distribui por igual o peso do bebê, não sobrecarregando nenhuma parte do seu corpo, o que possibilita carregá-lo por um período maior de tempo de forma confortável.
  • Carregando um bebê num sling suas mãos ficam livres, permitindo executar outras tarefas ou segurar a mão do seu filho mais velho enquanto você “slinga”.
  • A mãe pode amamentar com mais discrição em lugares públicos.
  • O uso do sling aumenta a interação da mãe com seu bebê, uma vez que com ele pertinho, estamos sempre conversando, olhando, cantando, mostrando coisas e estimulando o bebê. Assim o sling favorece o VÍNCULO entre ambos.
  • Slings custam menos que carrinhos e são muito mais charmosos.

Para o bebê:
  • Permite ao bebê uma transição mais tranquila do útero para “o mundo”.
  • Confortável para o bebê, pois não comprime nenhuma parte do seu corpo, é como se ele estivesse em uma rede.
  • O bebê é mantido à temperatura da mãe, com o cheiro dela, bem como o ritmo cardíaco e respiratório, voz, além do mesmo embalo que sentia quando estava na barriga.
  • Num carrinho o campo de visão do bebê é na altura de nossos joelhos, já no sling seu campo de visão é semelhante ao nosso, o que estimula o bebê na medida certa.
  • Bebês carregados em sling choram menos, desenvolvem um maior tônus muscular e senso de equilíbrio, visto que ao ser carregado os movimentos naturais da mãe incentivam o bebê a movimentar o próprio corpo, pescoço e cabeça.
  • O acesso a comida é muito mais rápido e isso é reconfortante, aumentando sua segurança.
  • Bebês slingados são mais tranqüilos, choram menos, dormem melhor e são mais seguros. Tem um desenvolvimento melhor que a maioria dos bebês.
  • Há redução de cólicas e uma melhor digestão com o uso do sling.
  • Bebês slingados são mais felizes e sentem-se mais amados.

Você sabe o que é um sling?

Você não sabe o que é um SLING? 

Tudo bem, a gente explica!


SLING é o nome dado aos carregadores de bebês não estruturados. Sua tradução literal é “tipoia”, e nada mais são que um tecidos que formam a tipoia, ou rede, no corpo do carregador, onde os bebes/crianças são carregados de forma confortável e fisiológica, dando liberdade a quem carrega. Aqui, na Cheiro de Mãe, você encontrará dois modelos diferentes de slings: Wrap e de Argolas.

SLING DE ARGOLAS são constituídos por uma faixa de tecido e duas argolas, próprias para confecção de slings. o tecido e ajustado ao corpo do bebê/criança através das argolas, permitindo o ajuste ponto a ponto ao longo de todo o corpo. Aqui na Cheiro de Mãe damos preferência às argolas de alumínio, importadas, da RingSling, ou nacionais, da Argolas para Slings. 
Vítor e Fernanda


No Sling você pode amamentar seu bebê

WRAP SLING são faixas de tecido, que podem ter tamanhos variados. Essas faixa são amarradas ao corpo do carregador para acomodar o bebe/criança. Encontramos também tecidos variados, que conferem características diferentes aos wraps, adaptando-os as demandas e necessidades de cada família. É possível uma grande quantidade de amarrações com o wrap sling de acordo com a posição desejada para a criança (barriga com barriga, lateral, costas). Também permite um ajuste ponto a ponto no corpinho do bebe., garantindo segurança, conforto e ergonomia.

Alice e Luciana

Joana e Luciana

Segurança no sling

Para que possamos usufruir de todos os benefícios de carregar no sling, precisamos estar atentos às questões de segurança, tanto para o bebê que será carregado quanto para quem está carregando. Os pontos principais estão listados a seguir:


  • Tecido deve estar sempre bem ajustado ao corpo de quem carrega e do bebê, sem pontos frouxos;
  • A altura ideal do bebê no carregador é a altura de um beijo: quando conseguimos dar um beijinho neles sem esforço;
  • Rostinho sempre visível, cabecinha sempre pra fora. nunca devem estar totalmente dentro ou escondidos no tecido;
  • Queixinho sempre mais elevado, cuidado para que ele não fique forçado em direção ao peito do bebê;
  • Tecido ajustado ponto a ponto por toda a coluna do bebê, que deve formar um C;
  • Tecido de joelho a joelho, posição de 'sapinho', formando um M com as perninhas;
  • Dê preferência, sempre, a posições verticais, bebê voltado para quem carrega. Posições berço (deitado) devem ser usadas para amamentação, logo retornando a posição vertical, e posições 'de frente pro mundo' são desaconselhadas;
  • Esteja atenta ao desenvolvimento do seu pequeno para determinadas posições e carregadores;
  • Respeite o limite de peso para cada carregador/tecido, especificados pelo produtor;
  • Nos slings de argolas fique atento se as argolas são próprias para uso em slings, sem emendas, de nylon injetado ou alumínio;
  • Carregar deve ser confortável para o bebê e para você, e é super seguro quando feito de forma consciente e correta. Use, abuse e curta cada momento do seu bebê juntinho a você!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Desfralde: tá na hora?

Joana recém completou 1 ano e 8 meses (20 meses) e já começamos a ouvir comentários como "já está desfraldando?" "Não vai desfraldar não" "já passou da hora de tirar a fralda dessa menina" "Mas você em comprou penico ainda" e por ai vai.... Vejam bem... ela nem completou 2 anos ainda! E ai, o que vocês pensam sobre essas cobranças? Quando acham que é hora de iniciar o desfralde?



Não será a primeira nem a última vez que falarei sobre como a sociedade vem cada vez mais cobrando dos bebês que amadureçam mais e mais cedo, exigindo que sejam independentes no momento em que precisam ser dependentes. E o desfralde é mais um momento que vem sofrendo essa pressão, o que deixa pais cada vez mais inseguros, bebês guiados de forma não tão legal... 

Um desfralde mal conduzido pode levar a consequências que vão acompanhar essa criança ao longo da vida, da infância a adolescência e, se não tratadas, até a vida adulta. Exemplos de problemas gerados por um desfralde forçado são: infecções urinárias frequentes, intestino preso (por segurar a urina e as fezes por muito tempo para não ir ao banheiro ou não fazer nas calças), enurese e/ou encoprese (urinar e evacuar de forma involuntária)...

Para um desfralde tranquilo é preciso que estejamos atentos aos sinais que os pequenos nos dão que estão prontos para esse momento.  Aqui em casa acreditamos e buscamos, sempre, respeitar o momento de cada criança em seu desenvolvimento, para que cada marco seja alcançado de forma mais natural, respeitosa e saudável possível. No desfralde não seria diferente. Cada criança, em seu tempo, não podemos comparar nem mesmo irmãos! E quais sinais devemos estar atentos que este momento está chegando? gosto muito da linha de pensamento que diz sobre as seguintes três fases que toda crianças vão passar:

- Fiz xixi/cocô
- Tô fazendo xixi/cocô
- Quero fazer xixi/cocô

A partir do momento que a criança começa a conseguir identificar a vontade de urinar/defecar, é sinal que o desfralde provavelmente será sucesso! Confiemos em nossos pequenos! E não se esqueçam: escapes aconteceram, fato! Não significa erro, não é vergonha, não é motivo para briga! 

Então bora por fim no desfralde forçado e sim ao desfralde respeitoso, no tempo de cada bebe? seja aos 18, aos 24 ou aos 30 meses, cada criança tem seu tempo que merece ser respeitado, não nos deixemos levar por pressão de desconhecidos, família ou mesmo escolinhas (que são mestre em 'desfralde coletivo' forçado). Se você percebe que seu bebe não está realmente preparado, respeite, converse na escola, não o exponha. 

💜💜💜💜

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Vivendo com a Alergia Alimentar

Quem me acompanha pelas redes sociais já deve ter me visto falar, algumas vezes, sobre as alergias alimentares da Joana. Além da alergia ao leite de vaca (APLV) ela é, também, alérgica a soja, ovo e milho. Dessa forma seguimos uma dieta bem regradinha de restrição destes alimentos. Mas não é fácil. Por mais que saibamos que existe vida após o diagnóstico nunca esperamos e e um choque. Lembro quando eu ouvi pela primeira vez foi um choque, mesmo que já suspeitasse, e a partir dali já nem lembro mais o que foi dito na consulta, pois minha cabeça ficou a mil. E a partir daí e ir atrás de informação, mudança de hábitos... Enfim...

Nos dias 13 a 17 de agosto aconteceu o I Fórum Nacional de Alergia ao Leite de Vaca, organizado pela querida Raquel Righi, nutricionista e também mamãe de uma criança com alergia alimentar, onde diversos profissionais incriveis (inclusive a Fer Yud,  criadora da Cheiro de Mãe) falaram um pouco sobre a APLV, com muita informação valiosa. 



Participei do fórum, não apenas acompanhando as palestras, mas também com meu depoimento de ser mãe de uma crianças com APLV, que vou postar pra vocês abaixo. 
Também conversei um pouco sobre nosso dia a dia com a Maria Carolina, do Canal Infantil

Vocês podem ler a entrevista clicando em Familia e alergia alimentar. Entrem, leiam e deixem seu comentário. =)


Assistam o video e me contem o que acharam! Tem dúvidas? Também convive com a alergia? Deixe um comentário e conte um pouco da sua história também! Se tem uma coisa que gosto é trocar experiências! =)