domingo, 19 de setembro de 2021
Pré Natal Odontológico
domingo, 12 de setembro de 2021
Gestação e uso de álcool
O consumo de álcool por jovens e mulheres vem aumentando cada vez mais em nossa sociedade, além desse consumo ser cada vez mais banalizado. Durante a gravidez pode acarretar em danos sérios e irreversíveis à saúde do bebê, desde más formações faciais até alterações comportamentais, déficits cognitivos e doenças cardíacas. A SAF (Síndrome Alcóolica Fetal) é uma das síndromes mais frequentas e caracteriza-se por alterações orgânicas, microcefalia, atraso cognitivo e distúrbios de comportamento. Tudo isso afeta a saúde e desempenho escolar da criança, gerando altos custos às famílias e ao Estado.
É de extrema importância salientar que não existe, na literatura atual, comprovação de uma quantidade segura de ingestão de álcool na gestação, que não apresente riscos ao feto. Qualquer dose, por menor que seja, pode ser nociva, uma vez que em poucos minutos esse álcool atinge o organismo do feto, na mesma proporção que se encontra no sangue da mãe. Porém no primeiro temos um sistema nervoso central ainda em organização, tornando mais susceptível, e um organismo que não consegue metabolizar o álcool, fazendo com que permaneça ali por mais tempo.
Ainda que muitas mulheres suspendam a ingestão de álcool ao descobrirem uma gravidez, 15% das grávidas no Brasil ainda bebem. Além disso, até que a gestação seja descoberta, há o consumo durante esse período. Recomenda-se, então, que a partir do momento que há o desejo e tentativas de engravidar, haja a suspensão do consumo de bebidas alcóolicas como parte dos cuidados pré concepção.
A SAF não tem cura, porém é possível preveni-la 100%. Gravidez não combina com álcool.
Para grávidas e tentantes, é TOLERÂNCIA ZERO!
09 de Setembro: Dia Mundial de prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal
Luciana Morais
Enfermeira especialista em Saúde Materno Infantil e Amamentação
Referências:
Cisa - Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool.
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
O Desmame
Nosso processo teve início pouco depois dos 6 meses completos, quando iniciamos a introdução alimentar e o aleitamento não era mais exclusivo. Desde então Joana seguiu amamentando em livre demanda, mesmo após o primeiro ano, segundo, terceiro... Confesso que muitos foram os momentos em que o cansaço era grande e por muitas vezes pensei que seria eu a colocar um ponto final em nossa história, esses eram aqueles dias em que estava cansada de toda uma rotina, e ela acabava demandando mais que o normal. Mas logo esses momentos passavam e logo voltava a certeza que chegaríamos a um desmame natural.
E esse momento chegou. Jojo foi demandando cada vez menos o "mimi", até que descobriu que poderia adormecer apenas aninhada em meus braços. E quando aconteceu meu coração apertou. Era esperado, mas quando acontece a gente sofre, pensa se e isso mesmo, sente saudade... Mas com muito orgulho da minha pequena, por ver ser crescimento assim, tão livre. Mesmo que ela siga repetindo: eu vou mimi pra sempre! hehe
Mas quando é o momento certo do desmame? Como saber que chegou a hora?
Essa é uma resposta, queridos leitores, que somente duas pessoas serão capazes de responder: quem amamenta e quem mama. Somente vocês saberão o momento em que a amamentação chega ao fim. Seja de forma natural (e sim, o desmame natural acontece, e lindo, e é a forma mais suave e sadia de desmame), ou guiado respeitosamente (quando, por algum motivo, o prazer no ato aleitar deixa de ser prazeroso e um momento de boas trocas entre vocês). O importante é que seja um momento em que você esteja em paz com a decisão, e não o faça de maneira abrupta, pois pode trazer repercussões negativas pra você e para o pequeno. Busque um profissional capacitado para te acompanhar e orientar!
E não se esqueça: leite materno não tem prazo de validade. Amamentar sempre vai gerar benefícios, seja pelo tempo que for. Amamentação "prolongada" não é problema, é natural. E sempre que necessário, busque apoio profissional.
Luciana Morais
Enfermeira, especialista em Saúde Materno Infantil e Amamentação
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Semana Mundial de Aleitamento Materno 2021
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Cosleeping
domingo, 18 de julho de 2021
Por hoje escolho me amar...
Então hoje eu escolho aceitar e honrar meu corpo, que é meu, carrega minha história, marcas de uma vida. Que carregou quatro pequenos corações pelo tempo que lhes foi necessário, que foi alimento na medida, pro corpo e pra alma.
Dou meu primeiro para me libertar de todas as amarras impostas e que nos sufocam nesse mundo que vivemos. Para além de jornadas duplas, triplas, quádruplas, um tempo para poder olhar para mim, me reconhecer como sou, toda a beleza, não aquela que dizem que devemos ter, mas aquela beleza que é real, que é capaz de impor medo, pois sabem que nos torna capazes de tudo.
Sei que é um caminho longo. Mas hoje escolho me amar. Mais que ontem, menos que amanha. <3
terça-feira, 1 de junho de 2021
Disquesia do Lactente
Imaginem a cena: o bebê faz força, espreme, geme, fica vermelho, aperta e...uns 20 minutos depois, faz aquele cocozão que toda mãe gosta de ver na fralda e pronto: fica como se nada tivesse acontecido. Quantas vezes ao longo da maternidade/paternidade nos deparamos com cenas semelhantes? E quantos pais se desesperaram, preocuparam, sofreram achando que seu bebê estava sofrendo com as temidas cólicas, ou gases, ou mesmo que tinha algo errado?
Mas esse cenário costuma ser um acontecimento comum e fisiológico do bebê, causado pela imaturidade do sistema gastrointestinal, que ainda não aprendeu a coordenar os movimentos de contração e relaxamento da musculatura intestinal e do assoalho pélvico para liberar as fezes. Imaginem só: dá aquela vontade de fazer número 2. corremos pro banheiro, sentamos no vaso, ai basta fazer uma forcinha que tudo sai, não é? Não precisamos ficar pensando que força precisamos fazer ou onde precisamos relaxar. Mas para os bebês, cujo sistema neuromuscular ainda está imaturo as coisas não funcionam tão naturalmente, e vira aquela confusão. Mas aí, depois de uma pequena luta pra conseguirem se entender, finalmente conseguem liberar a pequena bomba e esse cocô sai com consistência e cores normais para um bebê. Sem sinais de constipação ou outros problemas. E os incômodos desaparecem.
E como podemos ajudar? Primeiro respire fundo. Essa incoordenação passa ao longo dos primeiros meses, à medida que eles vão crescendo. Logo eles aprendem a evacuar direitinho. Enquanto isso criar situações que ajudem a promover o relaxamento do seu filhote: banho (balde ou chuveiro são incríveis), pele a pele (barriga com barriga), sling, massagens (movimentos circulares na barriguinha, bicicletinha com as pernas, shantala), manter em posição de cócoras e nunca oferecer nada ao bebê além do leite! Na dúvida contate o profissional que faz acompanhamento para descartar qualquer outra possibilidade.







