sexta-feira, 19 de abril de 2019

Consultoria em Amamentação - o que é?


Em nossa sociedade moderna, muitas vezes, crescemos sem ver outras mulheres amamentando, ou seja, não temos exemplos nem mesmo dentro da própria família e, com isso, perdeu-se a naturalidade do aleitamento materno. 
Amamentar é um ato natural. Mas ser natural não significa que seja totalmente instintivo e simples, bastando apenas colocar o bebê ao seio que tudo funcionará como algo que esteve ali sempre. É um processo que precisa ser aprendido tanto pela mãe quanto pelo bebê pois ambos estão ali fazendo aquilo pela primeira vez, se conhecendo, se reconhecendo, construindo e fortalecendo o vínculo iniciado - ou não - durante a gestação.
Ao longo da gestação ouvimos diversas opiniões sobre como nos preparar para amamentar. receitas que parecem mágicas, muitas vezes ultrapassadas. Temos, sim, como nos preparar antes: informação é fundamental. Participar de rodas com mães que já passaram pela amamentação, enfrentaram dificuldades, cursos com profissionais capacitados, junto com parceiros e quem estará com vocês em sua rede de apoio. No momento do nascimento, o respeito à Hora Dourada também é de extrema importância para um bom começo: o contato pele a pele precoce, amamentação na primeira hora, alojamento conjunto. Um ambiente que favoreça a mulher estar disponível a seu bebê, sem se preocupar com o redor também faz diferença. 
Porém, mesmo se cercando da melhor forma possível, dificuldades podem surgir ao longo dessa jornada, principalmente ao longo do primeiro mês pois, como foi dito acima, amamentação e um processo de aprendizagem. E é nesse momento que uma consultoria em aleitamento materno pode ser a diferença para a dupla mãe e bebê, uma vez que a Consultora é aquela profissional qualificada para avaliar mãe, bebê e a díade, com um olhar não somente para peito-boca do bebê, mas sim a dupla como um todo, com todos os aspectos emocionais, dificuldades e mudanças que a maternidade pode trazer. Dessa forma, identificadas as dificuldades, criar planos de ações e intervenções individualizados, sem esquecer da realidade e desejos de cada família, a fim de resolver da melhor forma possível as dificuldades e intercorrências iniciais.

Consultoria em Amamentação: Promoção, apoio, acolhimento e empatia, buscando tornar a Amamentação uma experiência prazerosa!




Luciana Morais
Enfermeira - Consultora Materno Infantil
cheirodemae@hotmail.com
@cheiro_de_mae

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Leite Materno tem prazo de validade?


“Ela mama ainda? Nossa, já vai mamar de novo? Até quando essa menina vai mamar? Mas sai leite? Credo, acho tão feio criança grande mamando. Pra que ela mama ainda? É dependência da mãe, né? Nessa idade o leite não tem mais nada. Nossa, mas ela vai ficar muito dependente desse jeito.”

Estes são alguns dos comentários que toda mãe que amamenta uma criança além do primeiro ano de idade está cansada de ouvir. É só sair de casa, a cria pedir pra mamar que começam os olhares de reprovação, curiosidade, espanto e comentários. Pra não ser injusta algumas pessoas se espantam pro ‘bem’: “Gente, que gracinha! Que coisa boa! Ah, tem que aproveitar, né, eles crescem tão rápido!”. E esses comentários arrancam sorrisos orgulhosos da boca de toda mãe. Mas seja boa ou não, a reação diante de uma criança maiorzinha ao peito sempre causa estranheza e assombro.
Vivemos em uma sociedade onde a cobrança começa cedo, ainda mesmo antes de nascer. Os bebês tem hora pra nascer, hora pra mamar, hora pra sentar, engatinhar, andar, ir pra escola... Não há tempo para esperar o curso natural de desenvolvimento e paciência para esperar que a maturidade, a independência venha na hora certa, cada um a seu tempo. Essa independência gera tanta ansiedade em pais, avós, quem quer que esteja acompanhando o desenvolvimento da criança que muitas vezes impede que a dependência seja vivida de forma saudável e plena. Bebês são dependentes. Crianças pequenas são dependentes. E precisam ser, para assim aprenderem, aos poucos, em seu ritmo, a lidar com cada dificuldade que a vida lhes apresentar. Pois sabem que se precisarem, tem um colo, um peito onde se acalentar, onde recuperar sua confiança. O aleitamento prolongado traz a tona esse medo da dependência. Acreditam que se a criança não ‘larga do peito da mãe’ ela se tornará dependente da mesma enquanto o aleitamento existir. E além dele.
Porém ao contrário do que o senso comum prega (e pasmem, muitos profissionais de saúde!) Manter o aleitamento materno até os 2 anos ou mais, respeitando o tempo natural de desmame da criança, enxergando-o como um processo fisiológico, natural e necessário permite que a criança cresça mais segura de si e independente, uma vez que a proximidade com a mãe a torna segura emocionalmente.
Sobre o leite ‘virar água’ ou não ter mais função após os 6 meses, ou 1 ano de idade, é outra afirmação totalmente infundada. Sabe-se que após o primeiro ano de vida o leite materno continua oferecer nutrientes de forma significativa à criança:
- 95% Vitamina C
-45% Vitamina A
-38% Proteínas
- 31% Gorduras  
Continuar amamentando constitui uma forte prevenção contra obesidade na infância e vida adulta!
Além dos componentes nutricionais, o leite materno é uma importante fonte de fatores imunológicos. Sabe-se que os fatores de imunidade do leite materno aumentam a medida que o bebe cresce e mama mais, inclusive durante a fase de desmame. Dessa forma, crianças amamentadas de forma prolongada recebem proteção contra doenças infecciosas, metabólicas, alérgicas na infância e na vida adulta. Mesmo quando adoecidas, crianças amamentadas apresentam melhor recuperação.

Cada vez mais estudos sobre os benefícios da amamentação e amamentação prolongada são realizados, comprovando sua importância e a necessidade de apoio e incentivo. Dessa forma o aleitamento não é apenas opção, porém questão de saúde para mãe e bebe.
Já passou da hora da sociedade voltar a enxergar o aleitamento materno da forma como ele é, algo fisiológico e natural, um momento de trocas, vinculo, nutrição, proteção e conforto para mãe e bebê. O momento do desmame é algo que cabe somente a mulher e sua cria, e deve acontecer no momento em que ambos percebam que estão preparados para tal, e não por pressão de terceiros (sejam familiares, desconhecidos, médicos ou qualquer outra pessoa). E quando esse momento chegar, que seja de forma respeitosa, gradual, sem mentiras, com muito diálogo e acolhimento. Muito além que vício ou mania, a amamentação prolongada garante nutrição para o corpo e para a alma.   

Luciana Morais, que amamentou um rapazinho por 9 meses, uma mocinha por 3 anos e 11 meses e agora amamenta uma terceira florzinha há 1 ano e 10 meses, e contando, e que já aprendeu fazer cara de alface aos comentários desnecessários.

*Texto originalmente escrito e postado no Gestar MG, em agosto de 2014!
Referências:
BORGES, L.S. [coordenador] Manual de aleitamento materno. Barueri, SP: Manole, 2013.
GOLDMAN,A.S. et al. Immunologic components in human milk during the second year of lactation. Acta F´aediatr Scand 1983; 722:133-34.

VICTORA, C. G. Et al. Is prolonged breastefinding associated with malnutrition? Am J Clin Nutr 1984; 39: 307- 14.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

CORES DE MINAS



2019 chegou trazendo com ele a nova coleção CORES DE MINAS! 



Uma coleção totalmente inspirada nessas terras cheias de histórias e belezas. Cores, cheiros e tradições se fundem e se confundem com a própria história de Minas. Montanhas e céus dividem o horizonte numa silhueta única, singular, permeada por rios que nutrem o seio das terras Gerais. Esta é Minas Gerais, nossa amada terra ancestral. De temperos de cheiros e cores, texturas e tecituras que compõem nossa culinária aos inúmeros biomas que aqui se instalam; Minas são muitas, mas são únicas.Tudo isso nos inspira a trazer para nossos produtos a tradição, a beleza, a singularidade das Cores de Minas. Bem vindo à nossa terra!

Slings de Argolas, Redes para berços, Pouch Sling e Rebozos, todos produzidos em Tear Manual,
com suas tramas simples, com desenhos que remetem às famosas mantas e redes encontradas pelos
cantos de Minas. Pensados, tecidos e criados para oferecer maior conforto, frescor, leveza, suporte, durabilidade e, consequentemente, qualidade a nossos produtos!






sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Quem tem medo de dentista?

Ou seria quem tem medo de gestante??



O atendimento odontológico normalmente já causa certa apreensão na maioria das pessoas. Durante a gestação e lactação essa apreensão é muito maior. São muitos medos relacionados ao que pode ser feito ou não, quais medicações podem ser tomadas ou não, se a gestante/lactante pode tomar anestesia...enfim, uma série de dúvidas, que são pertinentes, e uma quantidade maior ainda de mitos. Vale ressaltar que as inseguranças não são somente das gestantes/lactantes, mas também de muitos profissionais, que na melhor das intenções em não causar um mal à mãe ou ao bebê, muitas vezes evitam de realizar procedimentos em mulheres grávidas ou que amamentam. O melhor para sanar muitas das dúvidas é informação.

Um pré-natal adequado é de suma importância para uma gestação tranquila e segura. Uma parte muito importante deste cuidado é o exame odontológico da gestante. Existem demandas odontológicas específicas das gestantes, geradas em função da série de alterações hormonais, alimentares e psicológicas ocorridas na gravidez. 
Além disso, as demandas odontológicas independentes da gravidez continuam ocorrendo, e é de fundamental importância que o cirurgião-dentista esteja preparado para atender a gestante com segurança e qualidade. Adequações específicas no manejo clínico, terapêutica medicamentosa e na solicitação de exames complementares se fazem necessárias para que se possa definir com clareza quais procedimentos podem ser realizados, qual o melhor momento para realizar, e para aqueles contra-indicados, escolher a melhor alternativa clínica para aquela gestante específica.

Durante a amamentação a preocupação maior torna-se acerca do uso dos medicamentos. Atualmente temos bastante estudos sobre a segurança de medicamentos na amamentação, e uma gama de substâncias seguras para serem usadas nesse período. Na dúvida contamos com manual do Ministério da Saúde para nos orientar de acordo com a necessidade. 

O que não pode e ficar com dor e sem tratamento necessário!


Victor Morais
Cirurgião Dentista
Especialista em Prótese Dentária

domingo, 20 de janeiro de 2019

Como escolher um bom sling?

Comprar um bom sling nem sempre é uma tarefa simples.
Vemos por ai, tanto em lojas como em sites de vendas, carregadores lindos, porém feitos com materiais não tão indicados, de qualidade, tornando-os inseguros e/ou impróprios para uso.
Existem alguns pontos essenciais na compra de um sling de qualidade:

1) ARGOLAS



As argolas precisam ser próprias para sling. Argolas de cortina ou de bolsa não servem para carregar bebê, pois a maioria tem emenda, não foram submetidas a testes de qualidade, não suportam muito peso, podendo ocasionar,  com o uso, o rompimento das mesmas ou o desgaste do tecido, com uma possível queda do bebê.
Hoje temos, para slings, 2 tipos de argolas mais indicados:
Nylon injetado ou Alumínio (importada e nacional), ambas são fabricadas apenas com a finalidade de compor os sling: não tem emendas, não são tóxicas, não quebram, não entortam, oferecendo, desta maneira, segurança para seu bebê. Na Cheiro de Mãe damos preferência às argolas RingSling, importadas, em alumínio anodizado, garantindo segurança e beleza em nossos produtos!

2) TECIDO



O tecido precisa ser resistente, firme e confortável. Beleza não é tudo.
Normalmente são usados tecidos em algodão, pela qualidade, conforto, e por reduzirem os riscos de reações alérgicas. Tecidos planos são os mais versáteis e indicados, pois não cedem com o peso do bebê/criança, garantido uma amarração e suporte firmes durante todo o uso, além de permitirem um limite de peso maior que outros tecidos.
Temos também, para wraps, os tecidos elásticos, que serão interessantes àquelas pessoas que estão iniciando no carregar, e bebês pequenos, uma vez que o limite de peso desse tipo de tecido é menor (por volta de 10-12 kg). Eles costumam ser bem fáceis de ajustar, e permitem que se use de forma pré amarrada.
Outro ponto super importante de se observar nos tecidos, é que não sejam finos demais, de forma que suas beiradas se tornem cortantes com os ajuste e a tensão, o que pode acabar desconfortável e machucando os pequenos.
O tecido não pode ter emendas, pois também comprometem a segurança do produto.

3) COSTURA

No sling de argolas precisa ser reforçada, para dar uma melhor sustentação e oferecer melhor conforto e segurança ao bebê e a quem o carrega.
No wrap, o tecido precisa ser inteiro, não sendo permitidas emendas, que podem se soltar e causar acidentes.
Tecidos semi elásticos ou aqueles que se deformam (não retornam a formação inicial) não são tão legais, pois não garantem um suporte e apoio adequados.

Esses são os principais pontos ao comprar um sling. O ideal é que se tenha oportunidade de tocar, experimentar, ver de perto cada modelo e tecido para que assim possa escolher aquele que mais se encaixe as suas necessidades,  e que sua escolha seja feita com segurança e certeza de qualidade e boa procedência. Afinal é o maior tesouro que será carregado ali, por isso, segurança é essencial nesse produto!


Benefícios do uso dos slings




Vocês sabem porque insistimos tanto que amarrar esses panos nos bebês é muito legal? Porque além de ser muito delicioso ter os pequenos ali, juntinho da gente,  carregá-los junto ao corpo traz inúmeros benefícios! Vejam alguns:


Para você:
  • O sling distribui por igual o peso do bebê, não sobrecarregando nenhuma parte do seu corpo, o que possibilita carregá-lo por um período maior de tempo de forma confortável.
  • Carregando um bebê num sling suas mãos ficam livres, permitindo executar outras tarefas ou segurar a mão do seu filho mais velho enquanto você “slinga”.
  • A mãe pode amamentar com mais discrição em lugares públicos.
  • O uso do sling aumenta a interação da mãe com seu bebê, uma vez que com ele pertinho, estamos sempre conversando, olhando, cantando, mostrando coisas e estimulando o bebê. Assim o sling favorece o VÍNCULO entre ambos.
  • Slings custam menos que carrinhos e são muito mais charmosos.

Para o bebê:
  • Permite ao bebê uma transição mais tranquila do útero para “o mundo”.
  • Confortável para o bebê, pois não comprime nenhuma parte do seu corpo, é como se ele estivesse em uma rede.
  • O bebê é mantido à temperatura da mãe, com o cheiro dela, bem como o ritmo cardíaco e respiratório, voz, além do mesmo embalo que sentia quando estava na barriga.
  • Num carrinho o campo de visão do bebê é na altura de nossos joelhos, já no sling seu campo de visão é semelhante ao nosso, o que estimula o bebê na medida certa.
  • Bebês carregados em sling choram menos, desenvolvem um maior tônus muscular e senso de equilíbrio, visto que ao ser carregado os movimentos naturais da mãe incentivam o bebê a movimentar o próprio corpo, pescoço e cabeça.
  • O acesso a comida é muito mais rápido e isso é reconfortante, aumentando sua segurança.
  • Bebês slingados são mais tranqüilos, choram menos, dormem melhor e são mais seguros. Tem um desenvolvimento melhor que a maioria dos bebês.
  • Há redução de cólicas e uma melhor digestão com o uso do sling.
  • Bebês slingados são mais felizes e sentem-se mais amados.

Você sabe o que é um sling?

Você não sabe o que é um SLING? 

Tudo bem, a gente explica!


SLING é o nome dado aos carregadores de bebês não estruturados. Sua tradução literal é “tipoia”, e nada mais são que um tecidos que formam a tipoia, ou rede, no corpo do carregador, onde os bebes/crianças são carregados de forma confortável e fisiológica, dando liberdade a quem carrega. Aqui, na Cheiro de Mãe, você encontrará dois modelos diferentes de slings: Wrap e de Argolas.

SLING DE ARGOLAS são constituídos por uma faixa de tecido e duas argolas, próprias para confecção de slings. o tecido e ajustado ao corpo do bebê/criança através das argolas, permitindo o ajuste ponto a ponto ao longo de todo o corpo. Aqui na Cheiro de Mãe damos preferência às argolas de alumínio, importadas, da RingSling, ou nacionais, da Argolas para Slings. 
Vítor e Fernanda


No Sling você pode amamentar seu bebê

WRAP SLING são faixas de tecido, que podem ter tamanhos variados. Essas faixa são amarradas ao corpo do carregador para acomodar o bebe/criança. Encontramos também tecidos variados, que conferem características diferentes aos wraps, adaptando-os as demandas e necessidades de cada família. É possível uma grande quantidade de amarrações com o wrap sling de acordo com a posição desejada para a criança (barriga com barriga, lateral, costas). Também permite um ajuste ponto a ponto no corpinho do bebe., garantindo segurança, conforto e ergonomia.

Alice e Luciana

Joana e Luciana