quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Vivendo com a Alergia Alimentar

Quem me acompanha pelas redes sociais já deve ter me visto falar, algumas vezes, sobre as alergias alimentares da Joana. Além da alergia ao leite de vaca (APLV) ela é, também, alérgica a soja, ovo e milho. Dessa forma seguimos uma dieta bem regradinha de restrição destes alimentos. Mas não é fácil. Por mais que saibamos que existe vida após o diagnóstico nunca esperamos e e um choque. Lembro quando eu ouvi pela primeira vez foi um choque, mesmo que já suspeitasse, e a partir dali já nem lembro mais o que foi dito na consulta, pois minha cabeça ficou a mil. E a partir daí e ir atrás de informação, mudança de hábitos... Enfim...

Nos dias 13 a 17 de agosto aconteceu o I Fórum Nacional de Alergia ao Leite de Vaca, organizado pela querida Raquel Righi, nutricionista e também mamãe de uma criança com alergia alimentar, onde diversos profissionais incriveis (inclusive a Fer Yud,  criadora da Cheiro de Mãe) falaram um pouco sobre a APLV, com muita informação valiosa. 



Participei do fórum, não apenas acompanhando as palestras, mas também com meu depoimento de ser mãe de uma crianças com APLV, que vou postar pra vocês abaixo. 
Também conversei um pouco sobre nosso dia a dia com a Maria Carolina, do Canal Infantil

Vocês podem ler a entrevista clicando em Familia e alergia alimentar. Entrem, leiam e deixem seu comentário. =)


Assistam o video e me contem o que acharam! Tem dúvidas? Também convive com a alergia? Deixe um comentário e conte um pouco da sua história também! Se tem uma coisa que gosto é trocar experiências! =)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

10 motivos para NÃO usar intermediários

Retirada de http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com/2014/10/o-bico-intermediario-nao-ajuda-so-piora.html



Bicos intermediários, ou 'protetores de mamilo (sqn), como são mais popularmente conhecidos, são rotineiramente indicados por profissionais e outras mães com promessa de ajudar o bebe a mamar, proteger o peito dos traumas mamilares, facilitar a pega do bebe (principalmente para mães com mamilo plano ou invertido), ou seja, como item importantíssimo, fundamental e milagroso para salvar o aleitamento. Mas será que essas indicações são realmente reais? 
Atualmente já se sabe que não. Já temos evidências suficientes para provar que este, como qualquer outro tipo de bicos são bastante prejudiciais ao aleitamento materno. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria não há nenhuma comprovação que os intermediários sejam seguros para a manutenção da produção de leite materno.

Dessa forma listei abaixo 10 motivos (baseados em Evidências, e não em crenças) para não fazer uso dos bicos intermediários (BI pra facilitar):

1- Os BI levam a uma movimentação reduzida do movimento de ordenha dos bebes, prejudicando a sucção;
2- Dessa forma temos uma estimulação insuficiente da mama;
3- O bebê cansa mais facilmente devido ao esforço;
4- Contato com o silicone é a mesma coisa que o contato com a pele da mãe, com o cheiro da mãe, temperatura da mãe? Não, né...
5- Textura e elasticidade diferentes da mama;
6- Pressão é feita de forma errada, mais forte, ou seja, traumas mamilares vêm com tudo!
7- Mamadas mais demoradas, menos eficientes;
8- Menor estimulação da produção materna;
9- Consequente queda no ganho de peso, que leva a complementação com leites artificiais;
10- DESMAME!

O manejo correto da amamentação é o maior segredo para o sucesso da mesma, então se estiver com problemas, dificuldades, procure um profissional preparado para a ajuda correta. Se for ajudar outra mãe, indique um Banco de Leite Humano, uma boa Consultora em Aleitamento Materno, um profissional especializado em aleitamento materno! 

Retirada de http://reactionface.net/images/original/154.jpg

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Noites tranquilas



Garantir uma boa noite de sono, segura, é uma preocupação de todo pai e mãe. Quem nunca acordou de madrugada pra ver se o bebê estava respirando? Ainda hoje eu coloco a mão sobre a barriguinha da Jojo no meio da noite pra ter certeza que está tudo bem, e ela recém completou seu primeiro aninho de vida! Aqui somos adeptos à cama compartilhada, cosleeper (da Jojo é o berço sem uma lateral de grades), sempre atentos à segurança seja no berço, seja na nossa cama.

São simples os cuidados para que se tenha segurança no sono de bebês, diminuindo, assim, os riscos de sufocamento ou morte súbita. Não é preciso nada de caro ou dificil de encontrar. Nesse caso vale a máxima: menos é mais!

Então vamos lá:

-Protetores de berço: eles devem ser abolidos do enxoval. Não, nem aqueles mais fininhos são seguros. Os protetores de berço apresentam risco de sufocamento, pois se o bebe se movimenta e fica com o rostinho virado pra eles não tem capacidade para sair daquela posição, podendo sufocar. São também uma fonte infinita de ácaros e poeira, o que leva a quadros alérgicos. Se o protetor tiver detalhes que podem se soltar, botoes, olhinhos, o pequeno pode vir a engolir essas pecas. ou mesmo se machucar. E ainda, em caso de crianças maoirzinhas, que já ficam em pé, podem tentar escalar os protetores, levando ao risco de queda. Então, por mais fofos e lindos que forem, nada de protetores! e isso vale também para bichinhos de pelúcia, almofadas, etc. Ah! mas e se o bebe rolar e bater a cabeça, ou bracinhos ou perninhas? Dificilmente o bebe vai bater com força suficiente pra se machucar. então dá pra ficar tranquilos.

-Cobertas, cobertores, lençóis, travesseiros, colchão: o colchão deve ser do tamanho exato do berço, firme, com o lençol grande suficiente para cobri-lo todo (de preferencia aos de elásticos, que prendem melhor), sem pedaços frouxos e sem ficar esticado demais, fazendo com que possa se soltar com movimentos. Cobertas e cobertores devem ser evitados mas, se achar necessário, nunca ultrapassem a altura do peito dos bebes, e prenda-os às laterais do berço para evitar que embolem ao longo da noite e cubram o rostinho. O ideal e que usemos roupas mais quentinhas (em épocas mais frescas) e sacos de dormir. Assim eles estarão protegidos toda a noite sem perigo. travesseiros não são necessários. Mas se for usar, prefira aqueles mais fininhos.

-Posição: a posição mais segura para dormir é de barriga pra cima. Por mais que não pareça, essa posição tem menor risco de engasgo, de sufocamento e morte súbita. Quando de barriga pra baixo ou de lado, restringimos o espaço de respiração deles, ou seja, o ar não se espalha com tanta facilidade, fazendo com que eles respirem, de volta, o ar que expiraram, diminuindo a oferta de oxigênio.

cuidado também para não deixarem brinquedos, baba eletrônica (principalmente se tem fios), nada que possa oferecer risco de machucarem os pequenos. Quanto mais limpo e vazio o berço, mais seguro. cuidado também com móbiles, principalmente se o bebe já se levanta, senta e é capaz de alcança-los. Aqui em casa a Jojo puxou e conseguiu quebrar o dela!!

Esses cuidados são baseados nas orientações da Sociedade Americana e da Sociedade Brasileira de pediatria, visando diminuir riscos durante o sono dos bebes. São cuidados simples, que podem fazer toda a diferença.

E se você é adepta da cama compartilhada, não deixe de seguir as regras de segurança, que também existem pra essa situação! Cabelos presos, bebe nunca entre os pais, sempre entre a mãe e a parede (mãs acordam com mais facilidade aos movimentos do bebe), não praticar se for fumante, consumir bebidas alcóolicas ou remédios que interfiram no sono e cuidado com as cobertas também...

E bons sonhos a todos =)



domingo, 19 de agosto de 2018

Tornar-se Pai



Em 2005 me tornei pai. Não digo simplesmente que meu primeiro filho nasceu, mas digo de uma forma a tentar explicar a dimensão que isso significou e continua se ressignificando dia após dia desde então. Me tornei. Foi algo maior do que aquilo que eu poderia decidir ou escolher. É arrebatador, intenso, incrível, amedrontador e a força motriz mais intensa para se criar coragem. Desde a descoberta da primeira gestação (e de lá pra cá foram 4!) entendi que meu papel não seria de ajudar minha esposa no que ela precisasse, não seria daquele que ficaria com o bebê após um cansativo dia de trabalho enquanto ela poderia enfim tomar seu primeiro banho do dia, e ter ao menos 10 minutos de leve descanso. Quão herói seria eu...enfim, após um dia inteiro de atribulações referentes ao trabalho, seria um “exemplo” ajudando minha esposa em casa. Não, essa idéia não me cabia...eram meus filhos que estavam ali na barriga, eram nossos filhos; não fazia sentido eu “ajudar” em algo que era minha responsabilidade. Eu e Luciana construímos essa consciência dia-a-dia, sem traçarmos planos escritos, distribuição de tarefas ou em infinitas DR´s. Simplesmente sabíamos o que devíamos fazer, dividir, nos ajudar, ceder e cobrar. Quem nos ensinou? Nossos filhos. Simples assim

Desde o primeiro instante em que soube da primeira gravidez, tive a certeza, a nítida certeza de que minha vida mudava ali naquele instante. Pude experimentar naquele instante todo medo, amor e coragem que um ser humano pode sentir. Sobretudo o amor, sublime, único e intenso. Incondicional. Aprendi também o significado dessa palavra. E desde então fui mudado de forma intensa e maravilhosa. Cada primeiro olhar, cada toque, cada respiração junto de si reforça e aumenta esse amor. O que é ser pai? Não sei definir...não há palavras que expressem sem que se perca o sentido.

Meus amigos e as pessoas próximas sabem que sou músico nas horas vagas e que componho. Sempre me perguntaram o porquê de não ter composto nenhuma música para meus filhos. Certa vez assistindo uma entrevista do Lennon, de quem sou fã, fiquei muito tocado com uma passagem. Parabenizado pela beleza da música Beautiful Boy, feita para seu segundo filho, ele foi indagado sobre a inspiração. Ele simplesmente resumiu a história com uma reflexão sincera: a música era linda e forte sim, porém enquanto ele a compunha, estava longe de seu filho, algo que o tocava e incomodava profundamente naquele momento. Isso me marcou profundamente. E ainda que não de longe não seja talentoso quanto meu ídolo no quesito compor, creio que decidi ali naquele momento, participar intensamente da vida e do crescimento de meus filhos.

E lá se vão treze anos desde que me encontrei nesse mundo, desde que encontrei sentido nessa vida. Nesse momento as palavras me fogem e os olhos embaçam a tela do computador!

 Feliz mês dos pais!




*Por: Victor de Morais, pai do Arthur, da Alice, do Pãozinho e da Joana.

domingo, 1 de outubro de 2017

Semana Internacional de Babywearing

Todo ano, no mês de Outubro, é celebrada a SIB - Semana Internacional de Babywearing, um evento que tem como objetivo celebrar, promover, difundir , chamar atenção das pessoas ao beneficios e delicias do uso de carregadores. O evento é organizado pelo grupo Babywearing Internacional, que incentiva grupos em todo mundo a participarem, ajudando a divulgar cada vez mais o babywearing.

A cada ano comemora-se com um tema diferente, que pode e deve ser trabalhado de diversas formas. Esse ano o tema é "Entrelaçados' (Threaded Together) que tem como objetivo celebrar os diversos laços que podem ser formados e fortalecidos através do uso dos carregadores!

Aqui em BH nos unimos a fim de difundir o uso e boas práticas no babywearing. Venha conosco comemorar e aprender um pouco mais sobre as melhores maneiras de estar "Entrelaçado" com seus pequenos! Preparamos uma programação bem legal!



Referência: Babywearing Week

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Todos pelo aleitamento Materno!

Mais uma Semana Mundial do Aleitamento Materno chega ao fim, com manifestações lindas em todo país, porém o Agosto Dourado continua! Pensando em como finalizar a semana (com uns dias de atraso), lembrei de um texto que escrevi a um tempo, para o blog do Padecendo no Paraiso (Postagem Original), e creio que tem muito a ver com o tema da SMAM!



AMAMENTAÇÃO: É papel de todos apoiar

Há cerca de 60-70 anos, o desenvolvimento tecnológico voltado a facilitar a vida das pessoas, as mudanças no papel da mulher e no estilo de vida das pessoas contribuíram para o aumento na utilização de mamadeiras e leites artificiais na alimentação das crianças, em detrimento do aleitamento materno. Houve um período, inclusive, que esse leite era distribuído por programas de assistência. Na década de 80 começam a surgir os programas que buscam resgatar o aleitamento materno no Brasil. Entretanto, ainda hoje vivemos os reflexos daquela cultura: o Brasil apresenta uma média assustadoramente baixa de 54 dias de aleitamento materno exclusivo, quando o ideal preconizado são 6 meses, e menos de 1 ano de aleitamento total, sendo que deveria seguir até 2 anos de idade ou mais, segundo a OMS. Veja o estudo completo aqui

Atualmente existem diversos programas que visam à conscientização da importância do aleitamento materno, inclusive proteção legal, com a NBCAL e a lei que protege mães que amamentam.
Porém, na prática, as coisas não são tão simples...

Sabemos que o aleitamento materno deve ser mantido de forma exclusiva para bebês até os 6 meses de idade, mas como é possível se temos uma licença maternidade de apenas 4 meses? Como garantir que essas mães sejam capazes de voltar a trabalhar e ainda assim amamentar seu bebê em livre demanda?
Mesmo com os intervalos preconizados por lei (2 intervalos de meia hora ao longo do dia), a prática, em sua maioria, não permite que aconteça da melhor forma e mutias mães acabam introduzindo outros tipos de leite ou mesmo alimentos precocemente a seus bebês. Começa ai, muitas vezes, o caminho para um desmame precoce.

Mães que trabalham longe de casa, serviços exaustivos e pesados, que acabam dificultando uma ordenha adequada, bebês que vão pra creches e escolinhas (muitas que não recebem o LM)... A luta pelo aumento da licença maternidade (e paternidade também porque, cá pra nós, 5 dias corridos e nada é quase o mesmo, né?) é uma que eu espero que, em breve, possamos vencer. Existe um benefício para empresas que aumentarem a licença para 6 meses, mas a adesão é facultativa.

E o que eu, você, e todo mundo tem a ver com isso? TUDO! O sucesso do aleitamento depende de uma rede de apoio firme e segura. É preciso conscientizar mães, pais, avós, tios e todos que estão envolvidos da importância de estar ao lado, não deixar desistir a primeira dificuldade.
Hoje percebo ser muito fácil dizer "ah, mas dá uma mamadeira que resolve", "pra que insistir?", "os leites são muito bons hoje em dia, dá na mesma".
Realmente dá na mesma? Não dá. Ainda bem que hoje podemos contar com fórmulas excelentes, capazes de suprir bem as necessidades nutricionais dos bebês para queles que, por algum motivo, não puderam ser amamentados. E realmente existem situações em que o aleitamento materno não será viável. São poucas, mas existem.

Acontece que hoje a quantidade de mulheres que não conseguem ou não podem amamentar parece ser maior que as que obtém sucesso na amamentação. Será que o problema é mesmo a mulher? É preciso lutar contra a banalização da suplementação artificial. Não é que não se deve dar nunca, e sim prescrita com critério, dando-se preferencia, sempre, a reforçar o estímulo a amamentação, a produção materna, complementação com o próprio leite da mãe. Infelizmente, muitas vezes, esse reforço é visto coma radicalismo, exagero, desnecessário. Simplesmente porque é mais fácil dar uma mamadeira que apoiar, incentivar, ouvir, estar à disposição. Requer paciência, esforço, tempo...

E ai chegamos às campanhas. Qual a importância delas? Já sabemos um pouco como a história contribuiu neste quadro e da importância da rede de apoio para a mulher. Mas mesmo assim ainda vemos muita gente que acredita que o aleitamento materno não possui tantos benefícios assim. Vemos profissionais que continuam orientando de forma errônea, contra as orientações de entidades nacionais e internacionais de saúde. Vejo mães que sofrem por ainda acreditarem em mitos (que são muitos) em torno da amamentação, e acabam agindo de forma não favorável. Muitas vezes substituindo o leite materno por fórmula por motivos irreais. As campanhas são de extrema importância para a promoção do aleitamento materno, difundir as boas práticas, desmistificar, e ressaltar a importância e benefícios da prática. Informação! Esse é o ponto chave, a meu ver, das campanhas. Informação. Como podemos fazer escolhas ou tomar atitudes se não temos informações adequadas a respeito? E não existe forma melhor de passar esse conhecimento adiante que através de campanhas, como a Semana Mundial de Aleitamento Materno onde, inclusive, artistas conhecidos participam, uma vez que são grandes formadores de opinião.

Muitas são as iniciativas em prol do aleitamento materno - ONGs, bancos de leite, grupos de apoio e e programas governamentais. Se não existisse todo esse movimento, como conscientizar a sociedade sobre a importância da amamentação? Mães que amamentam de forma prolongada (2 anos ou mais), o mesmo que passam dos 12 meses de aleitamento passam por situações muitas vezes desconfortáveis, por estarem com uma criança que, na cabeça das pessoas, já está grande ou passou da idade para estar ao peito.

Mães que, como eu, amamentam seus pequenos (2 anos, 4 meses e contando) onde quer que estejam, enfrentando comentários indiscretos e olhares críticos, seja na rua, na família ou onde estiver, carregados da ideia que o leitem materno perde suas propriedades após determinada idade, sobre o comportamento ser inapropriado e a "dependência" de ambos. Ué, mas desde quando bebês são independentes?

O contrário da não amamentação, o aleitamento prolongado, também é um assunto que requer maior visibilidade por parte da população, uma quebra de tabus. Quantas histórias de desmame por pressão social, da família ou profissional vemos por ai, quando a mulher não queria realmente levar esse desmame? Desmame, esse, muitas vezes abruptos e traumáticos às crianças (e às mães também). Não podemos esquecer que amamentar é um ato fisiológico, natural, que nutre nutricional e emocionalmente bebês e crianças. É preciso reforçar a capacidade da mulher/mãe em nutrir seu bebê, em oferecer o melhor para ambos, e que não se deve desistir frente a primeira dificuldade. Pois elas existirão, sempre. Independente da situação. Com elas crescemos, aprendemos, revemos atitudes. E se, por algum motivo, nos vermos diante de um impedimento real, tenhamos a consciência tranquila, uma vez que somos capazes de fazer o que de melhor está a nosso alcance para nossos bebês e nós mesmas.

Acolhimento e sensibilidade são fundamentais nesse mundo da maternidade, principalmente quando falamos em AMAmentação.

*Atualizando

Alice (na época 2 anos e 4 meses) mamou até 3 anos e 11 meses, quando desmamou de forma natural e tranquila, apoiada por mim a todo instante. Hoje amamento Joana, de forma exclusiva, há 4 meses.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Hora do Mamaço 2017



Todo ano, no período de 1 a 7 de agosto, comemora-se, desde 1992, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), com um tema diferente a cada ano, visando a promoção da Amamentação.

Esse ano o tema da SMAM  está muito bacana 'Sustaining Breastfeeding - TOGETHER!', ou seja, todos juntos pelo apoio a amamentação. 

Não é um tema lindo? Além de lindo é um tema de extrema relevância pois, nós que amamentamos, ou já amamentamos algum dia sabemos como este não é um processo fácil, e a importância da rede de apoio, de termos alguém a nosso lado apoiando, sustentando, nos cercando e tornando o ambiente confortável e favorável, para que possamos ter tranquilidade e nos dedicar da forma necessária a nossos bebês e ao aleitamento. Eu falo que é alguém que será nossa força quando estivermos cansadas, no limite, e que nos ajudará a respirar fundo e seguir com nossos objetivos.

Aqui em casa meu  marido faz lindamente esse papel. Alice (que mamou no peito até 3 anos 11 meses), Joana (que mama exclusivo e em livre demanda) e eu somo muito gratas por podermos estar entregues a esse momento, da forma como deve ser e precisamos. Claro que em nossa rede de apoio temos muitas outras pessoas, como minha mãe, sogra, tias... mas é ele que está aqui todos os dias.

Bom, mas esse texto todo, além de divulgar a SMAM tem um outro motivo. Já há alguns anos a Cheiro de Mãe é apoiadora, incentivadora e ajuda na elaboração e organização dA Hora do Mamaço aqui em Belo Horizonte, e esse ano não poderia ser diferente. E temos um pedido mais que especial:

Para esse ano está sendo lançado um canal no You Tube para divulgação de depoimentos de mulheres e seus apoiadores. E ai precisamos de todos vocês! Quem pode nos enviar contando um pouquinho da sua experiência, quem foi seu maior apoiador, e um pouco também da fala do apoiador?

Fizemos um roteirinho para ajudar:
*Se puder, durane a filmagem, estar amamentando seria muito legal!

-Ha quanto tempo amamenta ou amamentou?
-Teve apoio para amamentar? De quem?
-Qual o momento mais difícil na amamentação pra você?
-Já passou por algum momento constrangedor ao amamentar? Qual?
- O que não te faz desistir de amamentar?
-Pra você, porque é importante amamentar?

Os vídeos devem ser curtinhos (2 minutos), e podem ser enviados aqui no email da Cheiro de Mãe mesmo: slingcheirodemae@gmail.com

Vamos lá galerinha, quero ver a minha caixa de entrada cheia de videos lindos, recheados de amor!!!!

Esse ano também será lançado o selo de 'Empresa amiga do aleitamento materno', ogo conto um pouco mais!

E espero todo mundo também, no dia 05/08, lá na Praça da Liberdade para fazermos um evento lindo!! Encher a praça de bebês amamentando, que foram amamentados, pais e mães, e todo mundo que apoia e incentiva o Aleitamento Materno!!