domingo, 19 de agosto de 2018

Tornar-se Pai



Em 2005 me tornei pai. Não digo simplesmente que meu primeiro filho nasceu, mas digo de uma forma a tentar explicar a dimensão que isso significou e continua se ressignificando dia após dia desde então. Me tornei. Foi algo maior do que aquilo que eu poderia decidir ou escolher. É arrebatador, intenso, incrível, amedrontador e a força motriz mais intensa para se criar coragem. Desde a descoberta da primeira gestação (e de lá pra cá foram 4!) entendi que meu papel não seria de ajudar minha esposa no que ela precisasse, não seria daquele que ficaria com o bebê após um cansativo dia de trabalho enquanto ela poderia enfim tomar seu primeiro banho do dia, e ter ao menos 10 minutos de leve descanso. Quão herói seria eu...enfim, após um dia inteiro de atribulações referentes ao trabalho, seria um “exemplo” ajudando minha esposa em casa. Não, essa idéia não me cabia...eram meus filhos que estavam ali na barriga, eram nossos filhos; não fazia sentido eu “ajudar” em algo que era minha responsabilidade. Eu e Luciana construímos essa consciência dia-a-dia, sem traçarmos planos escritos, distribuição de tarefas ou em infinitas DR´s. Simplesmente sabíamos o que devíamos fazer, dividir, nos ajudar, ceder e cobrar. Quem nos ensinou? Nossos filhos. Simples assim

Desde o primeiro instante em que soube da primeira gravidez, tive a certeza, a nítida certeza de que minha vida mudava ali naquele instante. Pude experimentar naquele instante todo medo, amor e coragem que um ser humano pode sentir. Sobretudo o amor, sublime, único e intenso. Incondicional. Aprendi também o significado dessa palavra. E desde então fui mudado de forma intensa e maravilhosa. Cada primeiro olhar, cada toque, cada respiração junto de si reforça e aumenta esse amor. O que é ser pai? Não sei definir...não há palavras que expressem sem que se perca o sentido.

Meus amigos e as pessoas próximas sabem que sou músico nas horas vagas e que componho. Sempre me perguntaram o porquê de não ter composto nenhuma música para meus filhos. Certa vez assistindo uma entrevista do Lennon, de quem sou fã, fiquei muito tocado com uma passagem. Parabenizado pela beleza da música Beautiful Boy, feita para seu segundo filho, ele foi indagado sobre a inspiração. Ele simplesmente resumiu a história com uma reflexão sincera: a música era linda e forte sim, porém enquanto ele a compunha, estava longe de seu filho, algo que o tocava e incomodava profundamente naquele momento. Isso me marcou profundamente. E ainda que não de longe não seja talentoso quanto meu ídolo no quesito compor, creio que decidi ali naquele momento, participar intensamente da vida e do crescimento de meus filhos.

E lá se vão treze anos desde que me encontrei nesse mundo, desde que encontrei sentido nessa vida. Nesse momento as palavras me fogem e os olhos embaçam a tela do computador!

 Feliz mês dos pais!




*Por: Victor de Morais, pai do Arthur, da Alice, do Pãozinho e da Joana.

domingo, 1 de outubro de 2017

Semana Internacional de Babywearing

Todo ano, no mês de Outubro, é celebrada a SIB - Semana Internacional de Babywearing, um evento que tem como objetivo celebrar, promover, difundir , chamar atenção das pessoas ao beneficios e delicias do uso de carregadores. O evento é organizado pelo grupo Babywearing Internacional, que incentiva grupos em todo mundo a participarem, ajudando a divulgar cada vez mais o babywearing.

A cada ano comemora-se com um tema diferente, que pode e deve ser trabalhado de diversas formas. Esse ano o tema é "Entrelaçados' (Threaded Together) que tem como objetivo celebrar os diversos laços que podem ser formados e fortalecidos através do uso dos carregadores!

Aqui em BH nos unimos a fim de difundir o uso e boas práticas no babywearing. Venha conosco comemorar e aprender um pouco mais sobre as melhores maneiras de estar "Entrelaçado" com seus pequenos! Preparamos uma programação bem legal!



Referência: Babywearing Week

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Todos pelo aleitamento Materno!

Mais uma Semana Mundial do Aleitamento Materno chega ao fim, com manifestações lindas em todo país, porém o Agosto Dourado continua! Pensando em como finalizar a semana (com uns dias de atraso), lembrei de um texto que escrevi a um tempo, para o blog do Padecendo no Paraiso (Postagem Original), e creio que tem muito a ver com o tema da SMAM!



AMAMENTAÇÃO: É papel de todos apoiar

Há cerca de 60-70 anos, o desenvolvimento tecnológico voltado a facilitar a vida das pessoas, as mudanças no papel da mulher e no estilo de vida das pessoas contribuíram para o aumento na utilização de mamadeiras e leites artificiais na alimentação das crianças, em detrimento do aleitamento materno. Houve um período, inclusive, que esse leite era distribuído por programas de assistência. Na década de 80 começam a surgir os programas que buscam resgatar o aleitamento materno no Brasil. Entretanto, ainda hoje vivemos os reflexos daquela cultura: o Brasil apresenta uma média assustadoramente baixa de 54 dias de aleitamento materno exclusivo, quando o ideal preconizado são 6 meses, e menos de 1 ano de aleitamento total, sendo que deveria seguir até 2 anos de idade ou mais, segundo a OMS. Veja o estudo completo aqui

Atualmente existem diversos programas que visam à conscientização da importância do aleitamento materno, inclusive proteção legal, com a NBCAL e a lei que protege mães que amamentam.
Porém, na prática, as coisas não são tão simples...

Sabemos que o aleitamento materno deve ser mantido de forma exclusiva para bebês até os 6 meses de idade, mas como é possível se temos uma licença maternidade de apenas 4 meses? Como garantir que essas mães sejam capazes de voltar a trabalhar e ainda assim amamentar seu bebê em livre demanda?
Mesmo com os intervalos preconizados por lei (2 intervalos de meia hora ao longo do dia), a prática, em sua maioria, não permite que aconteça da melhor forma e mutias mães acabam introduzindo outros tipos de leite ou mesmo alimentos precocemente a seus bebês. Começa ai, muitas vezes, o caminho para um desmame precoce.

Mães que trabalham longe de casa, serviços exaustivos e pesados, que acabam dificultando uma ordenha adequada, bebês que vão pra creches e escolinhas (muitas que não recebem o LM)... A luta pelo aumento da licença maternidade (e paternidade também porque, cá pra nós, 5 dias corridos e nada é quase o mesmo, né?) é uma que eu espero que, em breve, possamos vencer. Existe um benefício para empresas que aumentarem a licença para 6 meses, mas a adesão é facultativa.

E o que eu, você, e todo mundo tem a ver com isso? TUDO! O sucesso do aleitamento depende de uma rede de apoio firme e segura. É preciso conscientizar mães, pais, avós, tios e todos que estão envolvidos da importância de estar ao lado, não deixar desistir a primeira dificuldade.
Hoje percebo ser muito fácil dizer "ah, mas dá uma mamadeira que resolve", "pra que insistir?", "os leites são muito bons hoje em dia, dá na mesma".
Realmente dá na mesma? Não dá. Ainda bem que hoje podemos contar com fórmulas excelentes, capazes de suprir bem as necessidades nutricionais dos bebês para queles que, por algum motivo, não puderam ser amamentados. E realmente existem situações em que o aleitamento materno não será viável. São poucas, mas existem.

Acontece que hoje a quantidade de mulheres que não conseguem ou não podem amamentar parece ser maior que as que obtém sucesso na amamentação. Será que o problema é mesmo a mulher? É preciso lutar contra a banalização da suplementação artificial. Não é que não se deve dar nunca, e sim prescrita com critério, dando-se preferencia, sempre, a reforçar o estímulo a amamentação, a produção materna, complementação com o próprio leite da mãe. Infelizmente, muitas vezes, esse reforço é visto coma radicalismo, exagero, desnecessário. Simplesmente porque é mais fácil dar uma mamadeira que apoiar, incentivar, ouvir, estar à disposição. Requer paciência, esforço, tempo...

E ai chegamos às campanhas. Qual a importância delas? Já sabemos um pouco como a história contribuiu neste quadro e da importância da rede de apoio para a mulher. Mas mesmo assim ainda vemos muita gente que acredita que o aleitamento materno não possui tantos benefícios assim. Vemos profissionais que continuam orientando de forma errônea, contra as orientações de entidades nacionais e internacionais de saúde. Vejo mães que sofrem por ainda acreditarem em mitos (que são muitos) em torno da amamentação, e acabam agindo de forma não favorável. Muitas vezes substituindo o leite materno por fórmula por motivos irreais. As campanhas são de extrema importância para a promoção do aleitamento materno, difundir as boas práticas, desmistificar, e ressaltar a importância e benefícios da prática. Informação! Esse é o ponto chave, a meu ver, das campanhas. Informação. Como podemos fazer escolhas ou tomar atitudes se não temos informações adequadas a respeito? E não existe forma melhor de passar esse conhecimento adiante que através de campanhas, como a Semana Mundial de Aleitamento Materno onde, inclusive, artistas conhecidos participam, uma vez que são grandes formadores de opinião.

Muitas são as iniciativas em prol do aleitamento materno - ONGs, bancos de leite, grupos de apoio e e programas governamentais. Se não existisse todo esse movimento, como conscientizar a sociedade sobre a importância da amamentação? Mães que amamentam de forma prolongada (2 anos ou mais), o mesmo que passam dos 12 meses de aleitamento passam por situações muitas vezes desconfortáveis, por estarem com uma criança que, na cabeça das pessoas, já está grande ou passou da idade para estar ao peito.

Mães que, como eu, amamentam seus pequenos (2 anos, 4 meses e contando) onde quer que estejam, enfrentando comentários indiscretos e olhares críticos, seja na rua, na família ou onde estiver, carregados da ideia que o leitem materno perde suas propriedades após determinada idade, sobre o comportamento ser inapropriado e a "dependência" de ambos. Ué, mas desde quando bebês são independentes?

O contrário da não amamentação, o aleitamento prolongado, também é um assunto que requer maior visibilidade por parte da população, uma quebra de tabus. Quantas histórias de desmame por pressão social, da família ou profissional vemos por ai, quando a mulher não queria realmente levar esse desmame? Desmame, esse, muitas vezes abruptos e traumáticos às crianças (e às mães também). Não podemos esquecer que amamentar é um ato fisiológico, natural, que nutre nutricional e emocionalmente bebês e crianças. É preciso reforçar a capacidade da mulher/mãe em nutrir seu bebê, em oferecer o melhor para ambos, e que não se deve desistir frente a primeira dificuldade. Pois elas existirão, sempre. Independente da situação. Com elas crescemos, aprendemos, revemos atitudes. E se, por algum motivo, nos vermos diante de um impedimento real, tenhamos a consciência tranquila, uma vez que somos capazes de fazer o que de melhor está a nosso alcance para nossos bebês e nós mesmas.

Acolhimento e sensibilidade são fundamentais nesse mundo da maternidade, principalmente quando falamos em AMAmentação.

*Atualizando

Alice (na época 2 anos e 4 meses) mamou até 3 anos e 11 meses, quando desmamou de forma natural e tranquila, apoiada por mim a todo instante. Hoje amamento Joana, de forma exclusiva, há 4 meses.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Hora do Mamaço 2017



Todo ano, no período de 1 a 7 de agosto, comemora-se, desde 1992, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), com um tema diferente a cada ano, visando a promoção da Amamentação.

Esse ano o tema da SMAM  está muito bacana 'Sustaining Breastfeeding - TOGETHER!', ou seja, todos juntos pelo apoio a amamentação. 

Não é um tema lindo? Além de lindo é um tema de extrema relevância pois, nós que amamentamos, ou já amamentamos algum dia sabemos como este não é um processo fácil, e a importância da rede de apoio, de termos alguém a nosso lado apoiando, sustentando, nos cercando e tornando o ambiente confortável e favorável, para que possamos ter tranquilidade e nos dedicar da forma necessária a nossos bebês e ao aleitamento. Eu falo que é alguém que será nossa força quando estivermos cansadas, no limite, e que nos ajudará a respirar fundo e seguir com nossos objetivos.

Aqui em casa meu  marido faz lindamente esse papel. Alice (que mamou no peito até 3 anos 11 meses), Joana (que mama exclusivo e em livre demanda) e eu somo muito gratas por podermos estar entregues a esse momento, da forma como deve ser e precisamos. Claro que em nossa rede de apoio temos muitas outras pessoas, como minha mãe, sogra, tias... mas é ele que está aqui todos os dias.

Bom, mas esse texto todo, além de divulgar a SMAM tem um outro motivo. Já há alguns anos a Cheiro de Mãe é apoiadora, incentivadora e ajuda na elaboração e organização dA Hora do Mamaço aqui em Belo Horizonte, e esse ano não poderia ser diferente. E temos um pedido mais que especial:

Para esse ano está sendo lançado um canal no You Tube para divulgação de depoimentos de mulheres e seus apoiadores. E ai precisamos de todos vocês! Quem pode nos enviar contando um pouquinho da sua experiência, quem foi seu maior apoiador, e um pouco também da fala do apoiador?

Fizemos um roteirinho para ajudar:
*Se puder, durane a filmagem, estar amamentando seria muito legal!

-Ha quanto tempo amamenta ou amamentou?
-Teve apoio para amamentar? De quem?
-Qual o momento mais difícil na amamentação pra você?
-Já passou por algum momento constrangedor ao amamentar? Qual?
- O que não te faz desistir de amamentar?
-Pra você, porque é importante amamentar?

Os vídeos devem ser curtinhos (2 minutos), e podem ser enviados aqui no email da Cheiro de Mãe mesmo: slingcheirodemae@gmail.com

Vamos lá galerinha, quero ver a minha caixa de entrada cheia de videos lindos, recheados de amor!!!!

Esse ano também será lançado o selo de 'Empresa amiga do aleitamento materno', ogo conto um pouco mais!

E espero todo mundo também, no dia 05/08, lá na Praça da Liberdade para fazermos um evento lindo!! Encher a praça de bebês amamentando, que foram amamentados, pais e mães, e todo mundo que apoia e incentiva o Aleitamento Materno!!



domingo, 25 de junho de 2017

Pra sempre em meu coração

O dia de hoje (25/06) é um dia especial. Hoje meu bb3 completou 1 ano. 
Um ano que me deixou e me tornei mãe de anjo. 
Um ano que não deixo de lembrar um dia sequer. 
Um ano que conheci o mundo invisível das mães de anjos.
Invisível porque a gente só conhece quando passa por isso. Não ouvimos falar. A sociedade, no geral, não reconhece o luto pelo filho não conhecido. É como se ele não existisse. Por trás de frases 'de consolo' comuns repetidas a todos com - não era o momento, podia ser pior, pelo menos estava no começo, Deus quis, logo vem outro - colocam o luto, a tristeza como desnecessários, como se ele fosse medido pelo tempo de existência daquele bebê, e não pelo desejo, pela espera, pelo vínculo formado com os sonhos e desejos daquela mulher. Provavelmente eu também já devo ter repetido essas frases algum dia, sem me dar conta de como aquilo seria recebido. Então acaba sendo um caminho solitário também pra quem passa pela perda. 


Por muitas vezes me peguei pensando que estava louca, que aquilo que eu sentia, toda tristeza, desamparo era errado e eu devia estar exagerando. Ou ainda estou.

Mas também aprendi que existem pessoas que lutam para que tenhamos maior acolhimento e empatia. Grupos que se formam para ajudar aquelas que passam pela perda a superar e lidar com o turbilhão de sentimentos. E isso é lindo! Sou muito grata a esses grupos por me dizerem que meus sentimentos são reais, válidos, e que não é preciso passar por eles sozinha. 


Há um ano atrás, foi um dos dias mais tristes que posso me lembrar. Lembro de estar a ao telefone com Miriam , com quem eu já tinha começado pré natal, em busca do meu parto dos sonhos, ouvindo palavras de carinho, enquanto o choro era guardado dentro de mim pra preservar os meninos. Como encontrei pessoas queridas no meu caminho! E uma das coisas que ela me disse, me marcou, e a partir de então sempre falo com quem passa pela mesma situação: Não deixe ninguém desmerecer seu sentimento. Não se prive de viver o luto. 

Eu não pude, sequer, dar um nome ao meu bb3, ainda hoje o chamamos de pãozinho. Ainda me pego pensando porque precisei passar por isso, e hoje gosto de pensar e acreditar que ele veio a este mundo pra nos preparar para a vinda da Joana, minha bebê Arco Iris, que nos trouxe tanto amor em meio ao turbilhão que vivíamos. 

Eu hoje sou mãe de 4: três aqui juntinhos de mim, e uma estrelinha lá no céu a nos acompanhar. E essa estrelinha nunca será esquecida por mim, estará pra sempre em meu coração, na minha lembrança, e no meu corpo. Eu o senti (nos sinais da gravidez), o vivi por 9 semanas. Vi seu coraçãozinho que batia dentro de mim. Então porque eu iria mentir que ele nunca existiu?

O pomo, que representa meu pãozinho <3

Depois de toda essa experiência, É tudo que posso dizer a quem a vive: Permita-se sentir, busque apoio. Não tente fingir que nada aconteceu. E acredite: Somos mães, acima de tudo! 

E se você tem alguém perto de vocês vivendo um momento de perda, lembre-se de acolher a dor, não fale que foi melhor, ou frases do tipo. Escute se for preciso. Coloque-se no lugar. Dê tempo a essa mãe. O tempo é melhor aliado. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Novos videos!





Há um tempo (desde que Joana nasceu) estou querendo gravar novos videos, mais atuais pra vocês. Mas sabem com é rotina com bebe novinho, e mais dois filhos, casa, empresa.... e por ai vai. hehe Só lembrava em horários que não tinha como fazer os vídeos. Até que finalmente consegui! Gravei dois videos pra vocês, um com wrap sling, na cruz envolvente e outro no de argolas. Com o primeiro passo dado, aos poucos irei gravando novos videos, mais completos, novas amarrações, orientações, produtos, e quem sabe outros assuntos relacionados a maternidade/paternidade!

Aproveitem e se inscrevam no nosso canal! <3


Então, ignorem as olheiras, a cara de cansada, e espero que gostem dos videos! E já sabem.. qualquer duvida só chamar!!





domingo, 7 de maio de 2017

Maternidade como ela é

Quando pensamos em bebês novinhos, logo vem a mente a imagem de um serzinho frágil, que dorme o dia todo, acorda a cada 3-4 horas, mama, faz coco, dorme de novo.... e por ai segue durante as primeiras semanas. E assim vamos, imaginando que nosso bebe que está pra chegar irá se comportar assim. Lembramos de fotos lindas que vemos por ai, mães e bebês felizes e sorridentes, amamentando numa poltrona, foto típica de revista. Logo teremos as nossas!

Ai nasce nosso pacotinho. Ele não dorme. pede peito a cada hora e fica meia hora mamando. O peito fica dolorido, muitas vezes fere, chega a sangrar. Esse ritmo segue, inclusive a noite. Nossa rotina vira um caos. E ele chora. E não conseguimos descobrir o porque. Ele quer colo. Carrinho? berço? cheios de espinhos. Gente, cadê aquele bebe fofinho e dorminhoco que vemos falando por ai? Será que o problema sou eu? meu leite? meu bebê?

Ai com o tempo entendemos que não, não tem nada errado conosco, nem com nossos bebês. Essa é apenas a maternidade como ela é. Bebes que dormem todo o dia, são as exceções. Não é o berço que tem espinho, nosso colo que tem amor demais. Nosso cheiro que é capaz de acalmar as angústias. A maternidade nem sempre e tão linda como nas revistas. Ela pode ser exaustiva e solitária. Muitas vezes vamos pensar: meu Deus, onde eu me meti? e vamos chorar, e vamos nos sentir exaustas. Mas tudo bem. Acredite, isso passa. Novos desafios e dificuldades virão, é verdade, mas passa.

Dai a importância de uma rede de apoio forte e segura, capaz de acolher em nossas necessidades, sem julgamentos. Também importante que saibamos olhar pra nós, pedir ajuda quando sentirmos que precisamos. Buscar apoio, informação, trocar experiencias (eu sou super fã de grupos de apoio. Nada mais reconfortante que ouvir outras pessoas que passaram por determinada situação, ver como enfrentaram...). Aceitar a maternidade como ela é, e o nosso bebê real, como ele é. Nos permitir conhecermos um ao outro, e aos poucos vamos entendendo as necessidades daquele serzinho que mal chegou nesse mundo. E as coisas vão ficando mais leves. Acredite, você é a melhor mãe que seu bebê pode ter. Mesmo com toda dificuldade, medo e medo.

MÃES TEM OLHEIRAS, CABELO DESPENTEADO, UNHAS POR FAZER, COMIDA SEM COMER, SONO, MUITO SONO, CANSAÇO, BANHO POR TOMAR, TRISTEZA, ALEGRIA, AMOR, REALIZAÇÃO, FORÇA....ASSIM, TUDO JUNTO E MISTURADO. E EU AMO ASSIM, DESSE JEITINHO QUE É. 💜